O céu aclamava o azul, ao qual se seguia o vermelho. O céu era banhado por um enorme oceano, com reflexos de prata e dourado.
Num tumulto de sangue e lágrimas, o céu implorava piedade apesar de estar no seu auge; este que nem enfurecido nem calmo ganha coragem para enfrentar o infinito que se lhe depara.
Um infinito que impiedosamente o devasta num acto de fúria, trazendo com ele uma estranha figura. Figura essa que era sombria e sinistra, assemelhando-se ao coração gelado e cruel que arrasara a beleza do céu. Personagem misteriosa esta, que emitia uma estranha luz de face negra, que de certa forma me fazia lembrar a luta do bem contra o mal, da luz contra as trevas. Era a noite, temor e horror de tudo quanto é luminoso. Porque terá a noite esta faceta tão tenebrosa? Será por prazer!? É este o mistério que mais me fascina, mistério ao qual é atribuída uma beleza inigulável. Uma beleza perfeita, à qual nem o brilho de mil pratas, nem o brilho de mil sóis se podem assemelhar.
A noite… porque será ela um mistério para todos nós?