O artigo em causa não pretende de maneira nenhuma desvirtuar o verdadeiro e complexo milagre que é o corpo humano. Uso a palavra milagre com alguma renitência, dada a sua forte conotação religiosa, mas a construção que é o corpo e toda a engenharia por trás de mecanismos como o olhar, o olfacto, a audição, o tacto, o paladar (falando só de mecanismos macroscópicos), etc., bem como o privilégio que é sermos portadores de tais capacidades, são razão suficiente para me levar a utilizar tal palavra. Para mim, o corpo ou “navio”, como eu referi, são um milagre na verdadeira acepção.
P.S. – Reflictam alguns momentos sobre a beleza de qualquer um dos mecanismos acima referido, pensem neles não como pensam no dia-à-dia, ou seja, sem os assumir como garantidos, quando conseguirem ver a beleza por trás da milagrosa engenharia que é o corpo, então percebem aquilo que eu estou a dizer.